quinta-feira, 23 de julho de 2009

O dia em que tudo mudou




Eu e o Dú decidimos que o Guilherme chegaria no dia em que quisesse. E torcemos muito para que não se antecipasse a 21 de julho quando, segundo minha obstetra e todas as contas em cima da última menstruação, ele estaria prontinho para nascer. Confesso que queria mesmo um parto normal, mas já ficaria contente se não interfiresse na hora dele, afinal, você já imaginou como se sente um bebê que está quietinho dentro da barriga, no maior conforto (apesar do aperto) e, de repente, alguém o arranca de lá sem aviso prévio? Pois é! Essa sensação estranha fez com que eu decidisse que a decisão seria dele. E se passaram os primeiros oito meses de gravidez. E praticamente o tempo equivalente a uns 15 anos no último mês. E quantas perguntas sem resposta: vou conseguir o parto normal? onde estarei quando a bolsa se romper? será que ela vai mesmo se romper? quando é melhor deixar tudo pronto? em que dia devo sair de licença maternidade? e se eu sair muito cedo e ele demorar para nascer? Enfim... um turbilhão de dúvidas que só a natureza e o tempo poderiam esclarecer. E o dia que mudou nossas vidas para sempre foi 23 de julho de 2009. Deixamos de ser um casal e nos transformamos em uma família. Por volta de 2:30 da manhã, depois de um dia cheio de compromissos, minha bolsa se rompeu. Apesar de todo aquele líquido, disse ao Dú: "acho que a minha bolsa rompeu" (como poderia haver alguma dúvida?). Chegou o grande dia!!!!! Nosso pequeno estava a caminho. Meu Deus! Vou ver o rostinho dele pela primeira vez. Liguei para a médica, tomei um banho, sequei o cabelo e corri para a maternidade (com o Dú indignado porque eu ainda dei uma paradinha para tirar uma foto). Lembrei dos conselhos da Cris Maia, minha amiga: "não se esqueça de ver como está o dia, como estão as pessoas na rua. Observe cada detalhe". E enquanto as contrações aumentavam, eu olhava a lua, a rua quase vazia... sentia o calor daquela madrugada (tudo bem que a gravidez colaborava muito para sentir calor) e tentava imaginar como seria passar pela experiência de ver, pela primeira vez, meu filho. Apesar de tudo estar conspirando para o parto normal, a dilatação estava muuuito lenta e fui orientada a fazer a cesária. Quando eu estava anestesiada, o Dú entrou para acompanhar o parto. E logo ele disse: "tô vendo!" E logo o Guilherme disse: "cunhéééé". Eram 6h47 da manhã. E nada mais foi como antes. E nenhuma emoção chegava aos pés daquela. E se o mundo acabasse naquele momento, eu teria a certeza de ter sentido a maior felicidade disponível a um ser humano. Fui invadida por um amor que não tem limite. Um sentimento que se multiplicava a cada vez que aquele bebê perfeitinho respirava. Foi ali que entendi o que é esse tal de amor de mãe. Não há nada igual. Além do Gui, nasciam ali uma mãe e um pai... que iriam aprender muita coisa com aquele pequeno ser humano, de 3,500kg, e 50,5 centímetros.

Um comentário:

  1. Que lindo, parabéns.

    Eu também tenho um Gui que nasceu no mesmo dia que o seu mas em 23 de Julho de 2007. E apartir desse dia minha vida se transformouu.

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